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Diário da Serra (Mato Grosso) Mais uma etapa do Programa Agro-Ambiental acontece hoje na Escola Agrícola de Tangará da Serra - Mato Grosso - Brasil Conscientização para o homem do campo, este é o objetivo do programa que é modelo em MT
Cuidados com os agrotóxicos e descarte final das embalagens são algumas das orientações.
Importância do EPI e da Tríplice lavagem foi ressaltada. Uma luz para o homem do campo. Isto
mesmo, o Programa Agro-Ambiental Pró-Ambiente de Tangará da Serra está
levando informações preciosas para os produtores rurais do município.
Desenvolvido em parceria entre o Ministério Público, FEMA, SAAF, INDEA,
EMPAER, ANDEF, AEATS, ACITS, Fundação Pré-Amazônia, Rotary Club Tangará
da Serra, Rotaract Club Tangará da Serra, Maçonaria, Prefeitura Municipal,
Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato dos Produtores Rurais,
Ministério de Agricultura e Reforma Agrária, Grupo Itamarati, Serra
Agrícola e Pecuária, Agrofel, Agrocat, Agro-Amazônia, Aerofito e Du
Pont do Brasil S/A, o Programa está alcançando tanto sucesso que tem
sido modelo para o Estado e na opinião de alguns, é o melhor programa
de conscientização para o produtor rural já realizado em Mato Grosso.
Hoje mais um evento acontece na Escola
Agrícola Ulisses Guimarães, a partir das 13:00h. Na semana passada,
o Programa foi realizado no Assentamento Tapirapuã e contou com a participação
de mais de 240 pessoas. A conscientização é feita através do chamado
dia de campo, onde os produtores assistem a uma série de palestras sobre
os mais diversos temas, desde o uso correto de agrotóxicos como aplicação
e dosagem, a importância dos cuidados com a destinação final das embalagens,
como a realização da Tríplice Lavagem, uso do Equipamento de Proteção
Individual (EPI), regulagem e conservação dos equipamentos e legislação
ambiental. Durante o dia de campo, os participantes do Programa passam
por cinco estações, e em cada uma delas ouvem a informações diversas
e assistem a demonstrações práticas dadas por técnicos de grande conhecimento
no assunto, que utilizam linguagens simples, mesmo porquê entre os participantes
existe um alto índice de analfabetos ou semi-alfabetizados. O Programa
também têm servido para que seja feito um levantamento das condições
de trabalho e do nível de informação dos produtores rurais. Um dado
que chama a atenção, é que grande parte dos participantes disseram já
ter sofrido algum tipo de intoxicação por agrotóxico. No primeiro evento,
realizado na Gleba Triângulo, dos oitenta participantes, 19 disseram
já ter se contaminado com produtos agrotóxicos, já no Assentamento Tapirapuã,
32 disseram ter sofrido contaminação. “Mas este não é um número real,
nós acreditamos que muito mais pessoas já tenham sofrido contaminação
e não quiseram revelar, ou estão contaminadas, mas ainda não apresentam
sintomas visíveis e estes dados revelam a importância da realização
do Programa e da necessidade de se orientar adequadamente os produtores”,
disse Carlos Pedro Alves dos Santos, um dos Coordenadores do Pró-Ambiente.
Segundo ele a sociedade está muito
engajada na realização deste Programa de Educação Ambiental e toda a
parceria para a realização deste programa, “mostra a potencialidade
da iniciativa privada em contribuir com o setor público, não só com
informações sobre a tecnologia, mas principalmente no aspecto social
e de humanização, através da valorização do homem do campo. “É impressionante
o respeito que os técnicos tem com os produtores para passar as informações
e a alegria em poderem ser úteis”, comentou Carlos. Assim como os técnicos
se sentem gratificados em poderem levar a mensagem de conscientização
aos produtores rurais, quem participa do programa pode ver também o
quanto estes ficam contentes com as informações recebidas e todo o interesse
dos produtores é demonstrado através da atenção dada às palestras e
a participação, através de vários questionamentos aos técnicos. “Nós
estamos gostando muito deste Programa e seria bom que mais eventos como
estes fossem realizados, porque assim a gente aprende muito e pode produzir
mais e melhor”, disse um grupo de participantes entusiasmados. Segundo Carlos, os eventos realizados até agora são apenas o primeiro passo do Programa que tem uma visão muito ampla. Conforme ele, até o final do Programa, mas três etapas devem ser realizadas, sendo que a próxima está programada para o início para o início de 2001. Carlos disse que a intenção final do Programa, é a criação de uma Central para recebimento de embalagens de agrotóxicos tríplice lavadas, uma iniciativa que deve ser encabeçada pelo Rotary Club Tangará da Serra e revendedoras de agrotóxicos.
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