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Fonte: Diário da Serra (Mato Grosso)
Data: 16/09/00

Animais silvestres continuam sendo problema em Tangará da Serra - MT

A Unidade Regional da FEMA de Tangará da Serra, vem trabalhando constantemente para retirar os animais silvestres das ruas do Município. Nesses últimos dias vários animais foram encontrados, depois de duas onças, uma queixadinha e uma raposa o caso mais recente é um veado (fêmea). Segundo Alzira Papadimacopoulos Nogueira, chefe da Unidade Regional da FEMA, o animal foi encontrado perambulando pelas ruas da cidade, então os homens do Corpo de Bombeiros encurralaram e pegaram o animal entregando aos cuidados da FEMA.  “O problema ainda é maior do que o somente o fato de haverem animais silvestres em cativeiros no Município. Acontece que nem na sede da FEMA e muito menos na minha casa existe estrutura suficiente e adequada para  deixar um animal desse porte”, disse Alzira explicando que dificilmente um animal silvestre que permanece por muito tempo em cativeiro tem condições de retornar ao seu habitat natural. “A influência do homem é tanta sobre o animal que ele acaba sendo condenado a viver o resto de sua vida em cativeiro, como se estivesse condenado à prisão perpétua, pois não terá condição alguma de se manter na natureza já que o contato com o homem faz com que o animal silvestre perca quase todos os seus instintos e torne-se dependente do próprio homem”, explicou Alzira. Segundo ela, o veado fêmea encontrado está com as tetas cheias de leite, o que significa que está grávida ou já pariu. “E se ele realmente pariu, alguém retirou bruscamente desse animal os seus filhotes, e isso significa também que há um veado macho em algum lugar, então as pessoas que fizeram isso acabaram com a vida desse animal, tirando-os da mata para serem domesticados a força”, comentou. “Uma pessoa que pratica um ato como esse com os animais, trazendo-os para a cidade, está  cometendo vários crimes”, acrescentou. Conforme Alzira o veado encontrado está repleto de escoriações por todo o corpo, além de um corte profundo na cabeça. “Agora o animal está preso dentro de um canil de cachorro, aguardando a ida para o  zoológico da UFMT, por que ele já foi domesticado então não tem mais como retornar para a floresta”, contou. “Inclusive estamos até sugerindo que a Prefeitura Municipal de Tangará da Serra, doe um terreno ou pelo menos ceda um espaço para criar o Centro de Recuperação de Animais Silvestres, onde poderia até mesmo ser instalado o CRAD - Centro de Recuperação de Animais Domésticos, porque assim a Prefeitura estaria resolvendo um dos problemas sérios e graves, não só para os animais, mas para a própria população, pois os animais doentes estariam sendo retirados das ruas e sendo tratados evitando assim que essas doenças sejam transmitidas à  própria população”, finalizou.

 

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