LEGISLAÇÃO ESTADUAL

 

ROTEIROS DA FEMA/DSER

ROTEIRO 3.7/DSER
 ROTEIRO PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE CURTUME - LICENÇA DE INSTALAÇÃO

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO
FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE - FEMA
RUA D, S/Nº - Prédio do Antigo DOP - Palácio Paiaguás - CPA
Fone: (0XX65) 313 3188 - Telex: 313 2512 - Fax:(0XX65)644 2566
CEP 78050-970  - Cuiabá - MT

ROTEIRO 3.7/DSER


1 - OBJETIVO:  
Este roteiro estabelece as condições exigíveis para a apresentação de projetos de aterros de resíduos gerados em uma unidade curtidora de couros.

 

2 - DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA CONSULTA, NA APLICAÇÃO DESTE ROTEIRO 

    2.1 - Código Estadual do Meio Ambiente - Lei Complementar N.º 38 de 21/11/1995.

    2.2 - NBR 10007 - amostragem de resíduos - procedimentos;

    2.3 - Lei de uso e ocupação do solo do Município;

    2.4 - NB - 842 - ABNT - Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos.

    2.5 - Roteiro N.º 3.6/DSER - Roteiro para apresentação de anteprojeto de disposição de resíduos sólidos de curtume;

    2.6 - Critérios técnicos básicos para escolha de área para implantação de aterro dos resíduos sólidos de curtumes.

 

3 - DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:  

    I - Requerimento padrão ( Modelo FEMA ) em 02 vias;

    II - Procuração, caso o requerente seja representado por terceiro;

    III - Documento da Prefeitura Municipal local, para os empreendimentos a serem situados no perímetro urbano, especificando as diretrizes de uso e ocupação do solo estabelecidas para o local pretendido,  citando a lei que aprovou essas diretrizes;

    IV - Comprovação das publicações, em periódico local ou regional  e no Diário Oficial do Estado, do pedido da Licença;

    V - Guia de recolhimento, devidamente quitada, no preço da remuneração dos serviços de análise, previamente calculada pela FEMA;

    VI - Cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART(CREA) ou comprovação do Registro no Conselho de Classe(CRQ), do responsável técnico  pela elaboração do projeto;

    VII - Declaração da Prefeitura, atestando se não há impedimento para implantação da atividade no local pretendido, atestando se a área é de expansão urbana ou rural (tais como: se área está localizada a montante ou a jusante do local de captação d'água para abastecimento público, áreas de proteção ambiental, etc.).

 

4 - INFORMAÇÕES GERAIS:  
    4.1 - Identificação da empresa responsável pela geração do resíduo;

        4.1.1 - Nome e razão social;

        4.1.2 - Endereço (Município, Distrito, telefone, fax) e endereço para correspondência;

    4.2 - Responsável técnico (Anotação de Responsabilidade Técnica);

 

5 -  INFORMAÇÕES SOBRE O PROCESSO PRODUTIVO:  

    5.1 - Fluxograma simplificado, indicando a entrada de reagentes e matérias primas utilizados nas fases de operação do caleiro, curtimento e acabamento do couro;

    5.2 -  Indicar as etapas geradoras de resíduos;

    5.3 - Informações sobre curtente(s) utilizado(s), outros reagentes usados para conservação e/ou tratamento da pele, indicando o nome comercial e fórmula química.

  

6 - Descrição detalhada sobre o sistema de tratamento dos efluentes líquidos (caso o aterro não for confinado) e dos resíduos sólidos do processo produtivo.  

    6.1 - Fluxograma do tratamento adotado para os efluentes das diversas etapas do processo industrial.  

    6.2 - Indicar a procedência do efluente que gerou o lodo:

          - caleiro;

          - curtimento;

          - recurtimento;

          - caleiro e curtimento;

          - outros (especificar).  

    6.3 - Regime de descarga do lodo:

          - contínuo;

          - intermitente.  

    6.4 - Freqüência de descarga:

          -  diária;

          - semanal;

          - mensal;

          - outros (especificar).  

    6.5 - Caracterização do lodo produzido:

           

Deve ser apresentado para cada tipo gerado, quantidade diária e mensal, estado físico e densidade aproximado, bem como composição do mesmo de acordo com os seguintes parâmetros:  

        - teor de sólidos;

        - poder de neutralização.

        - pH;

        - teores total de: N, P, CR;

        - CR (IV);

        - carga  orgânica.  

    6.6 - Informações sobre o transporte e recepção dos resíduos indicado: o tipo e a capacidade dos caminhões de coleta, o N.º de viagens por dia ao local do aterro.

    6.7 - Se o resíduo for comercializado ou for dada outra Destinação, informar o nome, endereço do comprador e a utilização dada ao mesmo.  

    6.8 - Apresentar o dimensionamento de todos os elementos do projeto.  

        6.8.1 - Quantidade de resíduos a ser disposto (total, anual, mensal) em m3 e apresentar a previsão de utilização da área de aplicação (vida útil) em função da quantidade de resíduo e tamanho da área (ha).

        6.8.2 - Sistema de drenagem superficial;

        6.8.3 - Sistema de drenagem e remoção de percolado ( caso seja adotado o não confinamento dos resíduos);

        6.8.4 - Sistema de tratamento do percolado (caso seja adotado o não confinamento dos resíduos);

        6.8.5 - Sistema de drenagem e remoção de gases.  

        6.8.6 - Apresentar dimensionamento completo e detalhado de todas as unidades de tratamento, incluindo as interligações hidráulicas entre as unidades (canais, tubulações, bombas, medidor de vazão e etc.).      

    7 - Apresentar plano de controle das águas  superficiais e subterrâneas, definindo: pontos de amostragem, parâmetros de monitoramento e  freqüência de amostragem.

Obs.: os poços para monitoramento, devem ser executadas de acordo com a norma específica da ABNT.  

    8 - Apresentar plano de emergência, indicando as ações de emergência e responsável.  

    9 - Apresentar o custo de implantação das unidades, especificando os custos com obras civis, equipamentos, montagens, acessórios e etc.  

    10 - Apresentar um cronograma para execução das obras.  

    11 - Desenhos:

          - Planta, em escala não inferior a 1:500, contendo: curvas de nível com intervalo de metro em metro, área do local de disposição com a localização das valas e as unidades  de tratamento e suas interligações, e a seqüência de preenchimento da área ao longo do tempo.

          - Planta da rede de águas pluviais.

          - Plantas e cortes de todas as unidades do sistema de tratamento.

          - Planta com localização geográfica do aterro, acessos principais e suas vias internas e instalações de apoio, cursos de água e poços existentes na região; localização geográfica da indústria (quando a área escolhida para execução do aterro for próxima a ela), usos do solo predominante na região vizinha.

          - Desenhos, cortes e detalhes da drenagem superficial e subsuperficial, da drenagem de remoção de gases, do sistema de tratamento de percolado, do sistema de impermeabilização e dos poços de monitoramento, em escala não inferior a 1:500.  

    12 - Informar o grau de capacitação e treinamento dos funcionários responsáveis pela operação do aterro.  

    13 - Previsão do uso futuro da área.